7ª EDIÇÃO DA JUVEARTE Festival de Teatro
DIA 14 – Sábado
21 h 30 – Grupo Teatro Peripécia
IBÉRIA A Louca História de uma Península
Ao colocar-nos em cena três actores de duas nacionalidades diferentes, surge uma questão: por que razão estamos aqui, neste mesmo palco, dois espanhóis e um português? O que nos levou a coincidir neste mesmo espaço? Não nos parece fácil explicar esta mestiçagem. Nada melhor para explicar uma situação complicada que contar como tudo começou... iniciaremos, pois, pela história da Península Ibérica. A narração terá o reflexo da nossa visão enquanto actores, de uma história repleta de guerras, alianças, traições, amores, aventuras e conquistas. Enfim... uma grande batalha em que o absurdo, a ironia e o humor lutam com lendas, factos históricos e episódios inverosímeis!!
Sinopse
Três actores encontram-se num palco vazio. Cada um leva consigo um pequeno Kit. Este inclui um simples manual de instruções do qual se servirão para realizar uma fugaz, mas hilariante viagem pela História da Península Ibérica. Vão-lhes aparecer três pastorinhos... Vão dar por si rodeados por uma cruel batalha: Portugueses, Castelhanos e Musulmanos. Encarnarão Camões e Cervantes, que contarão as lendas de Inês de Castro, de Viriato, e de Numância assediada pelos Romanos. Vão-lhes aparecer três pastorinhos... Terão que enfrentar-se, cara a cara, com a Padeira de Aljubarrota na Batalha com o mesmo nome. Viajarão nos barcos de Vasco da Gama e de Cristóvão Colombo. E o que acontecerá durante a Dinastia Filipina?... Vão-lhes aparecer três pastorinhos...
DIA 15 – Domingo
21 h 30 - Grupo Teatro ALPENDRE - Terceira Bocas de Mulheres
A peça “Bocas de Mulheres” nasceu a propósito da segunda edição de um congresso sobre “A Vez e a Voz da Mulher em Portugal e na Diáspora”, na Califórnia, em Abril de 2005. Foi organizado por docentes da Universidade de Berkeley e contou com muitos congressistas que, falando português, provieram de vários estados da América e do Canadá, de Portugal continental, dos Açores e da Madeira, do Brasil, do México e até de Macau A presidente da Comissão Organizadora (Dra. Deolinda Adão) lançou então um desafio – uma representação que, de forma resumida , cobrisse o percurso histórico da mulher que este congresso abrangia A peça foi apresentada no Durham Theatre, situado no campus universitário, onde se ministram as aulas práticas de Arte Dramática em Abril de 2005. Em Dezembro e Janeiro de 2006, foram dados 5 espectáculos com o Alpendre Grupo de Teatro.
DIA 16 - segunda-feira
21 h 30 - Grupo Teatro ALPENDRE - Terceira Se o meu Ponto G Falasse
A peça teatral cómica, baseada num texto de Júlio Conte, Heloisa Migliavacca e Patsy Cecato, desenrola-se ao longo de quatro actos e é interpretada por duas actrizes, Daniela Garrido e Raquel Pinheiro. Foi estreada no ALPENDRE-Grupo de Teatro, em Angra do Heroísmo, em Abril de 2006. “Se o meu ponto G falasse” conta a trajectória de duas mulheres comuns que viveram as etapas obrigatórias da mulher do século XX. “Sonharam com príncipes encantados, decepcionaram-se com eles, viveram a dor da separação, a conquista da auto estima e do poder da sexualidade, viveram a conquista do mercado de trabalho, através da descoberta dos seus talentos, e desvendaram um mundo novo e cheio de possibilidades” Bia e Ana, as personagens, representam a mulher que se auto retrata depois de todos os avanços da revolução feminista e traça, com muito humor e picardia, muita auto-critica e uma pitada de auto-ajuda, o pefil da nova mulher.
Dia 17 - terça-feira
21 h 30 – Grupo Teatro A TEIA
Em “Apareceu a Margarida” deparamo-nos com uma mulher autêntica, impetuosa, perversa, autoritária, utópica, sexual, intensa, entre tantos outros adjectivos que traduzem esta personagem alegórica neste monólogo de Roberto Athayde. Tal como um aluno numa aula atemporal duma professora revolucionária, o espectador será contagiado por essa presença magnânime de “Dona Margarida”. Uma simples aula de biologia revela todo o princípio da vida com a força de um furacão que arrasta e revira tudo no seu caminho. “Dona Margarida” representa, de certa forma, “a pedra no sapato” de cada um de nós, seres acostumados a banalizar o absurdo, a minimizar os abusos morais e políticos que suportamos passivamente ao longo da vida. Um elogio à loucura adormecida dentro de nós, uma força latente prestes a explodir num arco-íris de desejos e sensações. “Dona Margarida” exorciza os nossos demónios de forma lúdica e corajosa, colocando-nos diante de um espelho (o da sua interpretação) onde algumas vezes veremos reflectidas a nossa cobardia e impotência existencial. Uma aula preparatória para a faculdade da vida, uma tomada de consciência para a liberdade de expressão, uma morte simbólica da culpa e castigo. No fundo, “Todo mundo quer ser a Dona Margarida”.
DIA 18 - quarta-feira
21 h 30 - 100 Ilusões Produção «ZEN ou o sexo em paz
SINOPSE
«ZEN ou o sexo em paz» dos italianos Dario Fo, dramaturgo e recente Prémio Nobel da Literatura, e de Franca Rame, sua mulher, é uma comédia em forma de conferência, que analisa, utilizando um riso crítico e devastador, a falta de uma verdadeira educação sexual, numa sociedade hipocritamente puritana, para quem o sexo é ainda tabu.
A partir de um livro escrito por Jocopo Fo, filho de ambos, que alcançou um enorme sucesso junto dos adolescentes italianos, focando os mistérios do sexo e abordando-o de uma forma descomplexada e desculpabilizada mas responsável. Escreveram Dario Fo e Franca Rame, um monólogo que aborda, em vários episódios curtos ou “sketches”, as péssimas consequências que a falta de uma conveniente educação e informação sexual provocam.
Uma conferencista dirige-se ao público, numa intervenção em que frequentemente interage com este, para falar, partindo de pequenos factos do dia a dia, de temas tão candentes e pertinentes como “ Os pais e o sexo”, “ A minha primeira experiência sexual”, “A menstruação”, “A virgindade”, “ Lição de Orgasmo”, “ Toda a verdade sobre os homens”, “ A impotência”, “Os rapazes e as suas inseguranças”, etc «ZEN ou o sexo em paz», além de ser um belo exercício teatral trata, de uma forma divertida e risonha, um tema geralmente solenizado, chamando a atenção para a importância que tem uma sexualidade bem vivida, por gente bem informada sobre os riscos hoje existentes, e também para uma atitude de liberdade que não exclua nunca, a responsabilidade nem o prévio esclarecimento, cuja falta é responsável por muitas vidas destroçadas.
Os mais recentes trabalhos de Amélia Videira em teatro: «Aqui há fantasmas» e «Marlene» (com Simone de Oliveira); em televisão: «Clube das Chaves», «Camilo em sarilhos» e «O inspector Max».
Duração 1h20min Classificação Etária maiores de 12 anos
DIA 19 - quinta-feira
21 h 30 - TEATRO NARIZ
Fetichista*
SINOPSE
“Eu estou vivo, EU SOU”. E falamos connosco, fazemo-nos perguntas. Sobe-nos então à garganta uma surpresa de terror: “Quem sou eu? Quem está aqui comigo?” Dá vertigens. É como se nos aparecesse um fantasma e esse fantasma estivesse dentro de nós e fosse alguém a mais e visse pelos nossos olhos e falasse pela nossa boca. Só os doidos falam sozinhos, porque não têm medo. O mundo para eles não existe: só existe a loucura. Por isso nós, se falamos, nos sentimos doidos, separados subitamente do mundo. O que existe então não é o quarto onde estamos, os livros, a noite; o que existe é este vulcão brutal que sai de nós, o jacto do deus que nos habita, esta monstruosidade que nos adormecia por dentro.
In “Aparição”, Vergílio Ferreira
• maiores 16 anos
DIA 20 - sexta-feira
21 h 30 – Teatro de Giz (Faial)
JOGO DE CARTAS
Sinopse
Não sair de casa significa não encontrar o mundo. Permanecer entre 4 paredes durante 10 anos, altera a concepção da vida, encontramo-nos com uma extrema limitação de espaço falsamente protectora. Na realidade, os medos e fobias permanecem. O ser humano, na sua mais íntima concepção, é que não. Mas a solidão é de tal forma exigente, que nos obriga a encontrar subterfúgios para se contrariar a si própria. Fausto não sai de casa. Vive para a sua colecção de borboletas mas acima de tudo, para o descanso que as “cartas” lhe trazem. Ângelo é o seu contraponto, o amigo que o sustenta na escuridão do mofo e da artrite do tempo. Um novo carteiro na pequena localidade onde vivem, introduz ingenuamente o conflito: “Então agora ia levar as cartas até à estação, para depois as voltar a colocar na porta da pessoa que as enviou?”. Sofia, a mulher vivida, dona de um bar, aconselha-o, preocupa-se, sabe que Tomé não pertence ali, não conhece o “jogo” do lugar. È neste contexto que a acção se desenrola, que as personagens se revelam portadoras dos segredos que todos temos, que o desejo de mudar se acentua. É neste ambiente sombrio, mas profundamente delineado, que se vão soltando as cartas, na esperança de vencer. Apesar de tudo, a dúvida permanece... quem é que ganha, num jogo de azar?
DIA 21 - sábado
“O Canto do Cisne” Tchekov
A acção passa-se no palco de um teatro de província de segunda ordem. Depois do espectáculo.
SVIETLOVIDOV – Importas-te de tocar nesta flauta? NIKITA – Eu não sei, meu senhor. SVIETLOVIDOV – Faz-me esse favor! NIKITA – Garanto-vos que não sei. SVIETLOVIDOV – Por favor, toca! NIKITA – Mas eu não sei tocar flauta, meu senhor! SVIETLOVIDOV – É tão fácil como mentir. Pegas na flauta assim, pões aqui os dedos, os lábios aqui, e ela tocará admiravelmente. NIKITA – Nunca aprendi. SVIETLOVIDOV – E agora julga por ti mesmo, por quem me tomas? Queres tocar a minha alma, e nem sabes tocar nesta flauta. Serei eu inferior a uma flauta? Toma-me pelo que quiseres, poderás torturar-me, mas nunca saberás brincar comigo!
Ficha artística e técnica:
Encenação: Pedro Wilson
Interpretação: Vassili Vassilievitch Svietlovidov - Pedro Oliveira Nikita Ivanitch – Henrique Martins
Apoios
DIRECCÇÃO REGIONAL DA JUVENTUDE CÂMARA MUNICIPAL DE PONTA DELGADA
CONTACTO
Associação de Juventude de Candelária
Telf./Fax: 296 295 006
e-mail: ajcandelaria@net.sapo.pt
www.juventudecandelaria.com
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